Indígenas do Pará e Maranhão discutem restauração florestal em Terras Indígenas

A partir do diálogo intercultural e intercientífico, boas práticas e conhecimentos técnicos e tradicionais, povos indígenas e representantes de instituições governamentais e da sociedade civil puderam discutir a respeito da restauração de terras indígenas no Encontro para Restauração Florestal em Terras Indígenas do Pará – etapa Paragominas, ocorrido entre 24 e 25 de maio, no campus da Universidade Estadual do Pará (UEPA).

A parceria entre a Funai, a UEPA e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) possibilitou, ainda, o fortalecimento do Mosaico de Áreas Protegidas do Gurupi* por meio do intercâmbio de experiências entre indígenas do Pará e do Maranhão. Foi possível o compartilhamento de saberes, conhecimentos e experiências sobre as formas próprias de organização e estratégias de gestão ambiental realizadas pelos povos indígenas.

Arlete Guajajara, uma das participantes do Encontro e indígena da TI Rio Pindaré, no Maranhão, ressalta o intercâmbio de informações e a somatória de esforços como saldos positivos do Encontro. “Lá pude ver o quanto todos nós estamos empenhados em preservar e recuperar o pouco de florestas que ainda temos em nossos territórios, e mais do que isso, estamos todos preocupados com a nossa cultura que é, junto com o território, tudo pra nós. Percebi que estamos no caminho certo e o quanto somos fortes juntos e podemos conseguir tudo que quisermos”, pontuou Guajajara.

Estiveram presentes cerca de 60 indígenas de seis povos (Awá Guajá, Gavião, Guajajara, Ka’apor, Krikati e Tembé) e de oito terras (Alto Rio Guamá, Alto Turiaçu, Araribóia, Awá, Caru, Governador, Krikati e Rio Pindaré); além de representantes de instituições governamentais e da sociedade civil, como da Coordenação Regional da Funai no Maranhão; Museu Paraense Emílio Goeldi; Universidade Federal do Pará; Universidade Federal Rural da Amazônia; Instituto Sociedade População e Natureza – ISPN; Conselho do Mosaico Gurupi, entre outros.

O evento contou com atividades práticas, como oficinas de beneficiamento de sementes e produção de mudas, de compostagem orgânica utilizando minhocas (vermicompostagem) e de organização produtiva para produtos florestais.

* O Mosaico do Gurupi caracteriza-se como um amplo território formado por áreas protegidas – unidade de conservação e terras indígenas – localizadas no Centro de Endemismo Belém. Conforme alguns estudos, é a região mais desmatada do Bioma Amazônico no Brasil e onde existe grande riqueza biológica e diversas espécies endêmicas.

FONTE: FUNAI

CGGAM, CR Maranhão e Ideflor-bio

 

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