Agentes públicos e particulares são alvo de operação para combater exploração ilegal de madeira

Organização criminosa atuava em, pelo menos, dois órgãos do governo do Estado do Amapá

Imagem ilustrativa. (Foto: Cristiano Martins - Agência Pará)
Imagem ilustrativa. (Foto: Cristiano Martins – Agência Pará)

 

O alvo da investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) é uma organização criminosa formada por agentes públicos e particulares, que ainda não terão os nomes revelados. Eles atuavam em uma madeireira e em, pelo menos, dois órgãos do governo do Estado do Amapá. As medidas de busca e apreensão, cumpridas pela PF, nesta quarta-feira (6), no âmbito da Operação Traquinagem, atendem a pedido do MPF.

Segundo apuração inicial, o diretor do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap), em 2017, utilizou laranjas para assumir a direção de madeireira que era de sua propriedade. Criada com o propósito de receber investimentos estrangeiros, a empresa se limitou a serrar madeira, em razão das negociações terem se tornado infrutíferas. O empreendimento também foi utilizado para comercializar madeira doada ao estado, o que é ilegal. O serviço contou com a participação de dois ex-deputados estaduais, um deles secretário do alto escalão do governo do Estado, além de um advogado cujo apelido dá nome à operação.

As investigações apontam que, após o encerramento formal das atividades, as movimentações no Sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), em nome da empresa, continuaram a ocorrer. Em um intervalo de dois meses foram transportadas, ilegalmente, 25 carretas de madeira. No mesmo período, também foram emitidas 79 DOFs, que resultaram no “esquentamento” de aproximadamente 400 m³ de madeira.

Até o momento, a atuação do grupo indica a ocorrência de crimes ambientais, ocultação de patrimônio, peculato, corrupção ativa e passiva. Após a perícia nos elementos colhidos na Operação Traquinagem, o MPF deverá adotar as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os integrantes da organização criminosa.

Combate à macrocriminalidade – A operação se insere na Ação Coordenada para o Enfrentamento à Macrocriminalidade Ambiental no Amapá, criada por iniciativa dos membros do MPF que atuam na matéria ambiental no estado. A finalidade é tornar mais efetiva a investigação nos casos que tratem de fatos relacionados. Em dezembro do ano passado, a procuradora-geral da República Raquel Dodge assinou portaria designando os procuradores da República para atuar de forma conjunta, inicialmente, em sete inquéritos.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal no Amapá
(96) 3213 7895 | (96) 98409-8076
prap-ascom@mpf.mp.br
www.mpf.mp.br/ap
www.twitter.com/mpf_ap
www.fb.com/mpfederal
www.youtube.com/tvmpf

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.