Conferência da Terra: UFRR é escolhida para ser sede em 2019

Conferência magistral – A conferência de abertura deste ano foi realizada no dia 6 de novembro, tendo como convidado o reitor da UFRR, Jefferson Fernandes. O tema foi “Diversidade Etno-Cultural, Educação e Cidadania”.

Professor Jefferson dividiu sua apresentação em três etapas: na primeira fez uma ampla descrição da sociodiversidade brasileira, com foco na Amazônia setentrional; em seguida, destacou o papel da UFRR na construção de políticas afirmativas, na ampliação da mobilidade estudantil e intercâmbio internacional, que permitem o ingresso de alunos indígenas e de vários países na instituição. Por fim, falou das ações da UFRR no acolhimento a projetos humanitários, como a construção do Centro de Referência ao Migrante em parceria com o ACNUR, órgão da Organização das Nações Unidades (ONU), na ajuda aos refugiados que migram de outros países, sobretudo, os venezuelanos.

“Vivemos um momento de desafios para o Brasil e precisamos dialogar para encontrar um entendimento, lutando para promoção do conhecimento e respeitando a diversidade sociocultural do nosso rico País”, assinalou o reitor da UFRR.

Outra palestra de destaque foi a do geógrafo, Giovanni Seabra, professor visitante do programa de pós-graduação em Geografia da UFRR, que também dedicou mais de 30 anos na UFPB. Ele tratou do tema geral do evento: “Produção, Consumo e Poluição”.

Chamou a atenção de todos também o debate epistêmico provocado pelo pesquisador da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Luís Tomás Domingos, que é natural de Moçambique. Ele salientou a importância da cultura africana na dimensão ontológica dos povos africanos com a natureza. “A cultura africana pode nos ajudar a conceber e viver as relações do homem com a natureza para que não sejam puramente relações técnicas, mas estéticas; relações de respeito recíproco, de participação e de complementaridade”, disse.

Mesa de abertura: no centro a reitora da UFPB, professora Margareth Diniz, que recentemente recebeu o título de Suprema Honra ao Mérito (honoris causa do ocidente) em Tóquio, pelo trabalho de professora, pesquisadora e gestora. 

Participação – Ao todo, mais de 800 pessoas participaram da conferência da Terra, com 700 trabalhos inscritos. Os trabalhos vão compor três publicações, que são os anais do evento deste ano.

A UFRR se fez presente também nas mesas redondas e na coordenação das apresentações orais. No dia 7, foi realizada a mesa redonda “Sociedade e Natureza na Amazônia Setentrional”, sob a coordenação do professor Giovanni Seabra, com a participação do professor do Instituto de Geociências (IGEO/UFRR), Antônio Tolrino Veras, que tratou do trabalho que a UFRR desenvolveu em conjunto com a Superintendência do Patrimônio da Uni]ao (SPU) na identificação e classificação de 52 ilhas fluviais, ao longo dos rios Uiraricoera e Rio Branco, assim como da relação da vida ribeirinha com a sustentabilidade do planeta. Também participou da mesa o estudante do PPGEO/UFRR, Éder Rodrigues dos Santos, que em conjunto com o líder indígena Macuxi, Enoque Raposo, apresentaram a temática: “Parque Nacional Monte Roraima e a sobreposição em terras indígenas: perspectivas jurídicas, históricas e cosmológicas”.

No dia 8, ocorreu a conferência “Quem Vai Salvar a Terra?”, com Marx Prestes e em seguida a mesa redonda “Desastres e Vulnerabilidades: planejamento e ações”, com a participação de  Eduardo Galliza, Everaldo Monteiro, e do professor do IGEO/UFRR, Vladimir de Souza,  sob coordenação de Henaldo Moraes Gomes.

No encerramento do evento, professores Giovanni Seabra e Vladimir Souza anunciaram a realização da Conferência da Terra em Roraima, prevista para setembro de 2019. “Roraima é um estado diferenciado. Há muitos biomas: no norte, no sul, no leste e oeste do estado. São vários estados em um só. São serras misteriosas, como o Monte Roraima; temos o Baixo Rio Branco, o chamado terceiro pantanal brasileiro que é praticamente desconhecido; temos as lendas indígenas, temos a serra do Tepequém que na década de 1930 teve o primeiro garimpo de diamante do Brasil e vários filmes inspirados nas histórias e paisagens de Roraima. Vocês poderão conhecer um outro Brasil que muitos não conhecem. Serão todos bem vindos”, afirmou o professor Vladimir Souza, que também é pró-reitor de Assuntos Estudantis e Extensão da instituição.

Outras informações: https://www.aconferenciadaterra.com/  e http://ufpb.br/

FONTE: UFRR  – 

 

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