Onça resgatada é solta pelo Ibama em área protegida do Pará

A jovem onça macho preta encontrada no dia 4 de setembro na Ilha de Outeiro, que integra a Região Metropolitana de Belém, e que esteve sob os cuidados da equipe de veterinária do Parque Zoobotânico por duas semanas, se despediu na segunda-feira (17). Após ser anestesiada, a onça pintada recebeu um colar de monitoramento remoto e foi encaminhada para seu novo ambiente natural pela equipe técnica do Ibama.

Depois de 13 dias recebendo os cuidados e o carinho da equipe de veterinária do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a onça-pintada (Panthera onca) resgatada no dia 4 de setembro, em Outeiro, não está mais no Parque Zoobotânico da instituição. Os procedimentos para a soltura foram realizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Instituto levou o jovem felino por via terrestre para seu novo habitat – uma área protegida no sudeste do Pará –, após colocar um colar para fins de rastreamento.

No período em que ficou no Museu Goeldi, além de exames parasitológicos, a onça foi constantemente monitorada, recebendo alimentação e hidratação adequadas. A equipe técnica do Parque Zoobotânico do Goeldi também avaliou o comportamento do animal.

Abrigo – Uma das principais características da onça resgatada era a sua cor preta. A coloração do animal foi resultado do que é conhecido como melanismo, fenômeno genético registrado em apenas 6% da população dessa espécie (Panthera onca). Durante a curta estadia do felino no Parque Zoobotânico, foi grande a procura dos visitantes pelo animal. No entanto, para preservar a saúde e bem-estar da jovem onça, o animal ficou em quarentena, alojada em área mais reservada. O isolamento também é a medida de manejo mais adequada a um animal prestes a ser reintroduzido à natureza.

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi colabora com os órgãos ambientais, atuando como centro de receptação para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e o Ibama, ofertando abrigo, alimentação e cuidados especializados para animais resgatados e encaminhados pelos órgãos ambientais. Nos últimos anos, foram recebidos cerca de oito filhotes de onças, a maioria procedente do Marajó. Fora do habitat natural, as onças vivem cerca de 20 anos – Bemp, a última onça preta que residiu no Museu Goeldi viveu por 22 anos.

Resgate – O animal chegou ao Parque Zoobotânico no último dia 4 de setembro. A ação de resgate foi realizada pelo Ibama e pelo Batalhão de Polícia Ambiental. Em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a equipe optou pelo Parque Zoobotânico como espaço de abrigo temporário para o animal até sua reinserção à natureza.

Texto: Hojo Rodrigues

FONTE: Agência Museu Goeldi Notícias 

 

 

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