Arqueologia na telinha: Instituto Mamirauá lança série de vídeos sobre a Amazônia pré-colonial

A Arqueologia ficou famosa nas telonas do mundo inteiro com as aventuras de Indiana Jones. Estrelada pelo personagem, a quadrilogia de filmes inspirou gerações de meninos e meninas a seguir a carreira arqueológica, mas tem sua porção de fantasia e incorreções históricas. O trabalho dos arqueólogos na realidade e como ele é importante pode ser visto a partir na websérie “Amazônia pré-colonial”, lançada hoje (01) pelo Instituto Mamirauá.

Expedição arqueológica feita por pesquisadores do Instituto Mamirauá na região do Médio Solimões, Amazonas, virou websérie com imagens do fotógrafo e cinegrafista Adriano Gambarini

Os vídeos têm produção do cinegrafista e fotógrafo Adriano Gambarini e estão disponíveis nos perfis do instituto no Facebook e Youtube.

A série

As gravações acompanharam o dia a dia de uma grande expedição científica coordenada pelo Instituto Mamirauá e pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP em agosto do ano passado. Uma equipe de pesquisadores nacionais e estrangeiros investigou as dimensões espaciais e temporais da Boa Esperança, o segundo maior sítio arqueológico conhecido na região do Médio Solimões, estado do Amazonas.

Entre a rotina de escavações, coleta e análise de vestígios e conversas com a comunidade local, os arqueólogos contam um pouco sobre os preparativos da expedição, dados da cultura dos antigos povos que habitaram aquela região e como as recentes descobertas feitas pela arqueologia se conectam ao que já se sabe sobre o passado da Amazônia.

“Cerca de 70% do estado (do Amazonas) não é conhecido arqueologicamente, o Médio Solimões, essa região em que está a Boa Esperança, é uma área sobre que sabe muito pouco, e nós estamos conseguindo inseri-la dentro das pesquisas da Arqueologia Brasileira e da Amazônia como um todo também”, afirma Eduardo Kazuo Tamanaha, arqueólogo do Instituto Mamirauá, em um dos vídeos da série.

Tudo foi capturado pelas lentes de Adriano Gambarini, um dos profissionais brasileiros com mais experiência e reconhecimento no registro de temas de ciência e meio ambiente.

“Na última década participei de mais de 30 expedições pela Amazônia em todos seus Estados. Documentei povos indígenas que cultuam suas tradições e ancestralidade. Fotografei espécies novas de mamíferos, peixes e plantas. Vivi a rotina dos ribeirinhos na ponta dos arpões e no deslizar das canoas. Agora, vivenciar a história pré-colonial amazônica, segurar uma cerâmica milenar ou aprender com os arqueólogos sobre o passado ainda tão misterioso dessa grande floresta, foi mais do que um privilégio. Foi uma grande honra para mim”, afirma Gambarini.

Amazônia pré-colonial

A série “Amazônia pré-colonial” é uma produção financiada pela Fundação Gordon and Betty Moore e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Confira o primeiro episódio da série a partir de 11h (horário de Brasília) de hoje. O segundo episódio será lançado no mesmo horário na próxima quinta-feira (08/03). Os vídeos podem ser assistidos no canal do Instituto Mamirauá do Youtube ou na fanpage do Instituto no Facebook.

Texto: João Cunha

FONTE: INSTITUTO MAMIRAUÁ

 

 

 

 

 

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