Organização do Tratado de Cooperação Amazônica dialoga com instituições locais

16 de setembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Um dos projetos com potencial de implementação no Amazonas é Observatório Regional Amazônico, uma plataforma de gestão de informação e conhecimento sobre a biodiversidade da panamazônia. O estado poderá receber um núcleo do Observatório. 

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Aproximar e estreitar as relações com governos e organizações do Amazonas que trabalham com desenvolvimento sustentável e social no âmbito da bacia amazônica. Estes foram os objetivos de uma reunião realizada pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), na última quarta-feira (14), no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC), em Manaus.

A OTCA é um bloco socioambiental formado por oito países que partilham o território amazônico: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A proposta do encontro “Diálogo local – atividades da OTCA, desafios e planos futuros” visa ainda ouvir os agentes locais para poder compartilhar e apoiar-se mutuamente em projetos e programas.

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De acordo com a secretária geral da OTCA, a embaixadora Jacqueline Mendonza, um dos grandes potenciais que a organização tem para o Estado é por meio do Observatório Regional Amazônico, uma plataforma de gestão de informação e conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. Com o sistema, será possível acessar bancos de dados e sistemas de informações dos países membros, tornando o observatório uma importante ferramenta para tomada de decisões e formulação políticas públicas. 

“Estamos na fase de implementação desse observatório, e haverá uma infraestrutura física dele na sede da OTCA, em Brasília. Além disso, poderemos ter núcleos em cada um dos estados e sítios que temos trabalhos, como o Inpa, em Manaus; e instituições em Belém; Iquitos (Peru) e Letícia (Colômbia)”, adiantou Mendonza.

Como fórum permanente de cooperação, intercâmbio e conhecimento, orientado pelo princípio da redução das desigualdades regionais entre os países membros, a OTCA existe há quase 40 anos. De 2011 a 2018, a organização trabalha em uma agenda estratégica de cooperação que possui 254 atividades.

Entre as áreas de interesses estão o fortalecimento da cooperação regional para o desenvolvimento da sustentabilidade da Amazônia, a promoção da cooperação sul-sul a fim de diminuir as assimetrias entre os países e a colaboração com instituições regionais para conseguir uma maior coerência. Alguns projetos são desenvolvidos com essa finalidade, como Recursos hídricos e mudanças climáticas e Monitoramento da cobertura florestal na região amazônica.

Para o diretor do Inpa, Luiz Renato de França, a OTCA tem importância e potencial inquestionáveis. “Agora, estamos ávidos para que as ações progridam. Vislumbro oportunidades grandiosas, por exemplo, através de ações regionais com o programa Pró-Amazônia, realizado na fronteira em parceria com o Exército, os nossos programas de pós-graduação, entre tantas outras ações”, destacou.

Além de França e Mendonza, participaram da reunião o diretor executivo da OTCA, Ministro César Augusto De lãs Casas Diaz; o diretor administrativo, Antonio Matamoros; o coordenador de Ciência, Tecnologia e Educação, Roberto Sánchez Saraiva; a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia; o embaixador da Guiana no Brasil, George Wilfred Talbot, além de representantes da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e governo do Amazonas. Também estiveram presentes o chefe de gabinete e coordenadores do Inpa.

“Enxergo uma gama de oportunidades, e gostaria de apresentar, numa próxima reunião, como a Suframa trabalha, além de mostrar o nosso novo projeto, o Zona Franca Verde”, disse a superintendente.

Conforme a Suframa, o projeto Zona Franca Verde (ZFV) busca potencializar a industrialização de produtos de preponderância de matéria-prima regional nas áreas de livre comércio dos estados de abrangência da autarquia.

 

Da Redação – Ascom Inpa

Fotos: Paulo Mindicello


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