RR – Raposa Serra do Sol também terá energia híbrida, térmica com eólica

11 de Março de 2016  - Jaime de Agostinho

O Brasil deve intensificar o uso de energias híbridas, especialmente em regiões remotas que dependem de geradores movidos a óleo diesel, e complementar esses sistemas com fontes renováveis de custos menores de operação, especialmente eólica e solar. O anuncio foi feito nesta sexta-feira (04/03) pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, durante o lançamento do projeto de exploração híbrida de energia na Hidrelétrica de Balbina, onde serão instalados geradores fotovoltáicos sobre flutuadores na lâmina d’água do reservatório.  

“Na Raposa Serra do Sol, em Roraima, nós teremos, dentro das comunidades indígenas, a primeira usina híbrida entre energia eólica e energia térmica. Fazendo com que os ventos dos altos dos montes de Roraima possam ser usados para gerar energia para os índios, barateando de novo o custo do megawatt hora, porque nós vamos gastar menos volume de óleo diesel e equilibrar a conta usando a energia eólica nos montes de Roraima”. Braga explicou que a geração híbrida criará novas possibilidades, seja na geração distribuída, seja em grandes parques geradores da nossa energia de reserva.

No interior da Amazônia, onde o mapa dos ventos não aponta boas perspectivas para geradores eólicos, o caminho será o mix de geração térmica com solar. O ministro explicou que um MWh gerado com óleo diesel no interior do Amazonas custa R$ 1.600 , e o consumidor paga por ela R$ 434. “Como é que nós vamos mudar essa realidade? Só de uma maneira, adicionando novas tecnologias, e, com inovação tecnológica, baratear o custo da geração de energia. Antigamente, a forma que as pessoas tinham para fazer isso era deixar o povo sem energia. Por que uma das formas de reduzir o custo, é simplesmente não gerar. É simplesmente deixar as pessoas sem energia elétrica”.

Mas o ministro disse que essa realidade começou a ser mudada com a criação do programa Luz para Todos, em 2003, e agora é preciso reduzir custos. Com o mix de energia solar, ele acredita que pode haver redução de 30% a 40% no custo de combustível.

“Nós estamos há um ano e dois meses no Ministério, começando agora o terceiro mês,  e estamos muito orgulhosos de muitas inovações que estamos conseguindo construir. Mas nada disso seria possível se não fosse a ajuda de todos. Ninguém faz nada sozinho”, disse Braga. Segundo ele, sua pasta continua tendo como meta entregar ao Brasil, até 2018, “um setor elétrico cada vez mais robusto e seguro do ponto de vista energético, e de outro lado, um setor elétrico cada vez mais eficiente, cada vez mais limpo, do ponto de vista ambiental, cada vez mais sustentável, do ponto de vista social, e cada vez mais barato para o nosso consumidor e para a nossa indústria. Assim vamos contribuir para que o Brasil volte a crescer e gerar empregos”, concluiu.

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