Governo brasileiro quer trazer para o território nacional questões climáticas negociadas globalmente

As futuras ações brasileiras de enfrentamento às mudanças do clima foram apresentadas, nesta terça-feira (08/12), a organizações ambientais e de monitoramento na 21ª Conferência das Partes (COP 21), em Paris. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mostrou os resultados da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) em evento promovido pela Climate Policy Initiative (CPI), entidade que analisa medidas ambientais adotadas em países com maior potencial de impacto mundial.  

O objetivo do governo brasileiro é trazer para o território nacional as questões climáticas negociadas a nível global. “Os esforços são para usar o desafio internacional posto com a COP 21 para minimizar as nossas questões locais”, afirmou Izabella. A ministra acrescentou que um dos focos será cumprir a meta de reduzir entre 36,1% e 38,9% das emissões de gases de efeito estufa até 2020. Esse percentual foi estabelecido a partir da PNMC. Além disso, segundo Izabella, o País vai se preparar para dar início ao cumprimento dos compromissos posteriores.

MOBILIZAÇÃO

Para o futuro acordo que 195 países estão negociando em Paris, o Brasil apresentou as metas de reduzir 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025 e 43%, até 2030 – ambas com base nos índices registrados em 2005. Esse objetivo deve começar a ser implantado a partir de 2020, ano previsto para o início da vigência do Acordo de Paris. “Para isso, vamos mobilizar os setores que estão realmente engajados em fazer algo”, declarou a ministra.

Um ponto que precisa ser definido para o pacto em pauta na COP 21 é a periodicidade de revisão das metas de todos os países. De acordo com Izabella, o posicionamento brasileiro é de que esses percentuais sejam analisados de cinco em cinco anos. Segundo ela, questões como mecanismos de financiamento e transferência de tecnologia também são essenciais para o sucesso do acordo que deve ser fechado, em Paris, até o fim desta semana.

SAIBA MAIS

Apesar de ser um fenômeno natural, o efeito estufa tem aumentado nas últimas décadas e gerado as mudanças do clima. Essas alterações decorrem do aumento descontrolado das emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano. A liberação dessas substâncias na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

Por: Lucas Tolentino, enviado especial a Paris – Editor: Marco Moreira

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