James Hansen: carvão reduz aquecimento global

Fiel às contradições que constituem a marca registrada dos adeptos da infundada hipótese do aquecimento global antropogênico, ou causado pelas atividades humanas, um dos sumos sacerdotes desta casta pseudocientífica, o físico James Hansen, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos EUA, acaba de produzir uma nova “pérola”. Segundo ele, a comprovada ausência de um aumento das temperaturas atmosféricas, nos últimos 15-20 anos, se deve ao crescente consumo de carvão para a geração elétrica em todo o mundo. 

O leitor deve estar se perguntando se não houve um equívoco, pois, geralmente, o argumento é o oposto: mais carbono na atmosfera implica em elevações da temperatura global. Mas o versátil Hansen tem uma explicação. Segundo ele, tal fenômeno se dá pelo fato de que a maior presença de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera está estimulando o crescimento da vegetação no planeta, o que, por sua vez, resulta num maior consumo de CO2 atmosférico e a consequente redução das concentrações do gás na atmosfera. Em um artigo recém publicado na revista Environmental Research Letters (Vol. 8, No. 1, “Climate forcing growth rates: doubling down on our Faustian bargain”), Hansen afirma:

Sugerimos que o aumento do uso de combustíveis fósseis, principalmente o carvão, desde o ano 2000, é a causa básica do grande aumento da absorção de carbono pelos consumidores terrestres e aquáticos desse elemento. Um dos mecanismos pelos quais as emissões de combustíveis fósseis aumentam a absorção de carbono é a fertilização da biosfera… que desempenha um papel crítico no controle da produtividade primária líquida e é limitada em diversos ecossistemas.

No estudo, ele também reconhece que, apesar do aumento das emissões nos últimos anos, a taxa de crescimento das concentrações de CO2 na atmosfera tem declinado nos últimos 50 anos, sendo que a queda tem se acentuado desde o ano 2000. Ou seja: os processos naturais estariam compensando os aumentos das emissões. Tais conclusões são ainda mais surpreendentes, por virem daquele que um dia já declarou que “os trens que levam carvão para as termelétricas são trens da morte. As termelétricas a carvão são fábricas da morte” (tucsoncitizen.com, 1/04/2013).

Além disso, Hansen também destacou que o efeito estufa resultante das emissões humanas de CO2 foi muito inferior ao projetados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a despeito de o aumento das emissões de carbono ter superado o previsto pela entidade. Todavia, ele ainda insiste em situar o CO2 como sendo o principal fator de influência na temperatura global, apesar de não haver qualquer evidência física neste sentido – mesmo porque um número crescente de evidências sugere que fenômenos cósmicos têm muito mais importância na definição da temperatura terrestre. 

O mais irônico é que, diante da constrangedora constatação de que as temperaturas globais não aumentam desde o final do século passado, Hansen recorra a um argumento frequente dos críticos do “aquecimentismo”, o fato reconhecido de que o CO2 é o “gás da vida” e que a biosfera como um todo – homem inclusive – tende a reagir positivamente ao aumento das suas concentrações na atmosfera. Ademais, com argumentos do gênero, ele recorre ao conhecido truque de seus pares, de atribuir ao aquecimento global antropogênico uma pletora de fenômenos, inclusive, opostos – o que, segundo os consagrados critérios estabelecidos pelo filósofo da ciência Karl Popper, torna a hipótese “infalsificável”, ou seja, à prova de contestação, elevando-a à condição de artigo de fé, e não uma formulação científica. Mas, para Hansen e seus acólitos, a precisão científica em suas atividades importa bem menos do que os fluxos de financiamento para elas.

* A equipe do ECOAMAZÔNIA esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião deste ‘site”.

FONTE : Alerta Científico e Ambiental é uma publicação da Capax Dei Editora Ltda.  –  www.alerta.inf.br   msia@msia.org.br   

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