Roraima – Inpe registra 60 focos de incêndio

Somente ontem à tarde, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 60 focos de incêndio em Roraima, a maioria em região de campo em Pacaraima e Normandia, ao Norte do Estado. O coordenador estadual do Prevfogo, Joaquim Parimé, fez um alerta. Ele disse que os interioranos devem evitar queimadas em pastos e roças.

“Agora, por exemplo, registramos 15 focos em Pacaraima. Temos 14 brigadistas que trabalham em regime de plantão, em cada brigada, mas é praticamente impossível combater todos os focos, por isso priorizamos algumas áreas. Mas o agricultor tem que se sensibilizar e evitar tocar fogo em sua propriedade”, alertou.

O coordenador disse que Roraima conta atualmente com 149 combatentes destacados para cinco brigadas em Pacaraima, Amajari, Cantá, Iracema e Mucajaí. “Mas é bom ressaltar que o Prevfogo é uma força auxiliar de prevenção e combate a incêndios florestais”, explicou. E dentro desta lógica, ainda conforme Joaquim, a Defesa Civil é quem coordena o combate a incêndios de grandes proporções.

“Este ano nossos brigadistas já atuaram nesses municípios. Contamos com duas viaturas, ferrramentas, equipamentos individuais de proteção, moto-bombas e um helicóptero utilizado em casos mais graves. Fazemos ainda monitoramento via satélite, com informações do Inpe, além de rondas em campo”, ressaltou.

O coordenador informou ainda que o Prevfogo foi instalado nos interiores brasileiros com maior risco de incêndio florestal. Ao todo são 120 municípios, conforme Joaquim, sendo cinco em Roraima. “E Mucajaí está entre os mais críticos do país”, alertou o coordenador, também orientando os agricultores a tirarem licença para queima controlada, na Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femact). (AJ)

Bombeiros atendem até cinco ocorrências diárias na Capital

Por dia, o Corpo de Bombeiros tem atendido de quatro a cinco ocorrências de queimadas em terreno baldio e em área de lavrado, ainda no perímetro urbano. O período de janeiro a início de abril é considerado crítico, mas o tenente-coronel Gean Cláudio disse que a demanda ainda está dentro do previsto.

Ele explicou que, em anos anteriores, nesta mesma época, as equipes já estariam montadas e deslocadas para pontos estratégicos. “Ainda não houve chamada para atendimento em área rural. Hoje as pessoas estão mais conscientes e receosas em relação à fiscalização. Os órgãos fiscalizadores estão mais atuantes”, comentou Cláudio.

No ano passado, por exemplo, a corporação registrou 694 ocorrências de combate a incêndio, das quais 184 foram somente em terrenos baldios. Este ano, as ocorrências são mais comuns no horário das 12h às 13h.  

“Por conta da demanda, ainda estamos atendendo as ocorrências com duas guarnições. Se houver necessidade, montaremos equipes extras de combate a incêndio. Esperávamos uma situação mais crítica, mas vemos como um período comum, com poucas solicitações”, disse.

Terrenos baldios e lixo são os focos dos incêndios urbanos

A Folha entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Prefeitura para falar com o responsável pelo setor de fiscalização da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Assuntos Indígenas, mas a solicitação não foi atendida. A Folha apurou que, por dia, os fiscais estão atendendo de quatro a cinco ocorrências de queimadas, pois há somente um carro disponível e a equipe está reduzida.

Segundo informações, equipe vai ao local da ocorrência, aciona o Corpo de Bombeiros, mas não está aplicando multas porque não consegue identificar o autor do crime. “É difícil trabalhar dessa forma. Não temos como autuar a pessoa”, disse um dos funcionários do setor.

As solicitações mais comuns são dos bairros afastados do Centro. Além dos terrenos baldios, o foco de queimada são também montes de lixos acumulados no meio da rua. A multa para quem comete crime ambiental depende da circunstância do fato, mas em geral varia entre R$ 100,00 a R$ 10 mil.

PM – O Batalhão Ambiental da Polícia Militar, localizado no Parque Anauá, ainda não está atendendo ocorrências de queimadas. Eles vão até o local do fato quando são acionados pelos fiscais do da Secretaria Municipal de Gestão Ambienta, segundo disse o capitão Luiz Geraldo. 

VER MAIS EM : Folha de Boa Vista – http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=144057

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