RR – Pesquisadores do Inpa e do ICMBio realizam expedição sobre peixes elétricos

Nos dias 5 a 14 de novembro foi realizada uma expedição do projeto “Peixes Elétricos em Unidades de Conservação” por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Parque Nacional Serra da Mocidade em Roraima.

Nessa expedição consistiu na coleta, gravação e análise das descargas elétricas dos peixes conhecidos como sarapós (Gymnotiformes), parentes do temido poraquê (Electrophorus electricus).

Os pesquisadores conseguiram gravar as descargas de 249 peixes elétricos, que se somam as outras 191 descargas gravadas na expedição realizada em 2011, o que ampliou a base de dados, permitindo um melhor refinamento nas análises da fauna de peixes elétricos local.

“Detector de peixes elétricos”

O pesquisador do ICMBio, Sylvio Romério Briglia, conta que, nos últimos anos, este grupo de peixes tem se estabelecido como um modelo importante para estudos de biodiversidade em ambientes aquáticos na Amazônia e em estudos filogeográficos, além de estar sendo testado como elemento central em estudos de biomonitoramento de qualidade de água.

“Uma parte curiosa do projeto é o uso de um ‘detector de peixes elétricos’, que consiste em uma haste com um par de eletrodos conectados a um circuito eletrônico, que amplifica o sinal do peixe e o transmite em forma de som para um alto-falante, permitindo a sua localização exata, mesmo quando escondido no substrato ou enterrado na areia, comportamento comum nesse grupo”, explicou Briglia.

Após serem coletados, os sarapós tiveram suas descargas elétricas gravadas, o que permitiu uma série de análises e comparações sobre as diferentes espécies encontradas, além de possibilitar um maior conhecimento sobre os ambientes aquáticos do Parque Nacional Serra da Mocidade, visando seu monitoramento e sua conservação.

A atividade teve o apoio da diretoria de conservação da biodiversidade do ICMBio (DIBIO).

* Com informações do ICMBio

FONTE : http://www.inpa.gov.br/noticias/noticia_sgno2.php?codigo=2626

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