MT – Casas são incendiadas por fiscais do Ibama em terra indígena

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atearam fogo em diversas casas localizadas na Terra Indígena Kaiabi, na Gleba de São Benedito, a 120 km de Paranaíta, no Norte do estado. A ação ocorreu esta semana durante a Operação Soberania de combate ao crime ambiental que teve parte do resultado divulgado neste sábado (29).De acordo com o Ibama, cerca de 100 pessoas ocupam a área desde 2001 e a ação no local foi feita por 15 agentes do órgão com apoio de um helicóptero, trabalho que chamam de destruição de instrumentos para cometer crimes ambientais. Os agentes avaliam que os problemas identificados são graves, com 4,5 mil hectares desmatados ilegalmente para atividades agropecuárias.

Foram emitidos 25 autos de infração, que gerou R$ 15 milhões em multa. Também foram apreendidos motosserras, um trator, sete armas de fogo calibre 12 e munições. Durante a ação dos agentes, duas pessoas foram encontradas em situação análoga à escravidão e foram encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho.

A Operação Soberania Nacional foi deflagrada no último dia 11 e conta com parceria da Força Nacional e participação de 95 agentes do Ibama. Uma pousada que também funcionava na Terra Indígena Kayabi foi fechada no inicio da semana pelo Ibama. Os fiscais encontraram oito turistas de Minas Gerais e aplicaram multa de R$ 5 mil a cada um deles. O material de pesca que estava em poder dos turistas também foi apreendido.

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2 comentários em “MT – Casas são incendiadas por fiscais do Ibama em terra indígena”

  1. Há equívocos nesta notícia. Até o G1 já corrigiu. Não são 100 famílias, são são pessoas, principalmente peões e jagunços/guaxebas de grileiros que estvam por lá a partir de 2010. Os que poderiam ser chamados de família foram encaminhados para o MPT, pois viviam como escravos sem a menor assistência. O que foi destruido eram ranchos e barracões de apoio ao desmatamento e outros crimes, para dificultar a continuidade dos ilícitos em terra indígena.

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