Revelando a Amazônia

Informação, tecnologia e conhecimento é o que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) preparou para o público participante da ExpoT&C, evento que acontece durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O Museu Paraense Emilio Goeldi, unidade de pesquisa do MCTI, é uma das instituições presente ao evento e apresentará diversos trabalhos durante a 64ª. Edição da SBPC que acontece no período de 22 a 27 de julho de 2012 na cidade de São Luis, Universidade Federal do Maranhão.

O Museu Goeldi exibe a exposição Amazônia Desconhecida que apresenta uma ferramenta colaborativa para identificação de espécies, o projeto “Censo da Biodiversidade”. O Censo pretende organizar o conhecimento acerca da diversidade biológica no bioma Amazônia, informar a sociedade sobre sua riqueza, apontando as espécies ameaçadas de extinção e os fatores de ameaça, propiciando a identificação de avanços e lacunas no conhecimento científico, e também fornecendo dados sobre as áreas prioritárias para novas pesquisas. A intenção do Museu Goeldi com o projeto do Censo, e com a adesão de outras instituições de pesquisa do Brasil, é contemplar todos os biomas presentes no território nacional.

O Censo da Biodiversidade foi formulado no âmbito do Programa Biodiversidade da Amazônia do Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e construindo com dados oriundos de projetos vinculados como o Biota Pará, o Programa de Pesquisa em Biodiversidade –PPBio Amazônia Oriental, Cenários, Expedições Biológicas a Calha Norte e a Terra do Meio, Probio Marajó, INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, além de outros.

A exposição Amazônia Desconhecida é composta de painéis fotográficos com dados de estudos desenvolvidos pelo Museu Goeldi na região, e identifica novas espécies, novas ocorrências e informa sobre desmatamento na Amazônia. Um dos destaques da exposição é a pesquisa sobre a planta pau-cravo (Dicypellium caryophyllaceum), espécie considerada extinta e que durante o período colonial do Brasil foi uma importante droga do sertão. O pau-cravo, que tem sabor de cravo e aroma de canela, foi redescoberto em 2008 por uma equipe do Museu Goeldi, coordenada pelo botânico Rafael Salomão, que localizou duas pequenas comunidades dessa planta de grande interesse econômico.

Além de apresentar o Censo da Biodiversidade, a exposição do Goeldi aborda o Programa de Pesquisa em Biodiversidade – PPBio Amazônia Oriental, rede de pesquisa que aglutina Núcleos Regionais no Leste e Oeste do Pará, no Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. O PPBio é um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que fomenta uma ampla articulação interinstitucional para criar infraestrutura às atividades de pesquisa científica, inventário dos biomas brasileiros, formação de recursos humanos, consolidação e informatização de acervos científicos e investigação de unidades de conservação protegidas integralmente. A coordenação da rede PPBio Amazônia Oriental é da Dra Marlúcia Martins, zoóloga do Museu Paraense Emílio Goeldi.

Na mostra ainda serão apresentados alguns resultados do PPBio, como  o livro “Amazônia Maranhense: diversidade e conservação”. O INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia também estará presente com atividades desenvolvidas pela Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio. Durante o período da ExpoT&C, o estande do Museu Goeldi disponibiliza ao público visitante jogos eletrônicos, kits educativos, vídeos feitos a partir de mídias locativas, cartilhas, folders, um arsenal diversificado de produtos relacionados ao tema da exposição. São instrumentos disponíveis que tornam acessível parte do conhecimento científico sobre a Amazônia Brasileira.

FONTE : Agência Museu Goeldi

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