MT – PCHs contribuem para economia mas preocupam ambientalistas

Gerar energia com menos impacto ao meio ambiente é o tema da segunda reportagem da série Ecorede, da TV Centro América, exibida no telejornal Bom Dia Mato Grosso desta terça-feira (5), quando é comemorado o Dia do Meio Ambiente. A reportagem mostra uma alternativa para produzir mais energia pela matriz principal, que é a água, por meio das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). As vantagens deste empreendimento estariam no baixo impacto ambiental. No entanto, o Ministério Público e entidades ligadas à defesa ambiental questionam esses investimentos por considerar que o conjunto dessas PCHs prejudica os rios.

A cidade de Sapezal tornou-se município no mesmo ano em que a Pequena Central Hidrelétrica Santa Lúcia entrou em operação no Rio Juruena, em 1994, após um investimento de R$ 4 milhões. Dez anos depois foi instalada a PCH Santa Lúcia II, no mesmo trecho do rio, que custou R$ 21 milhões. Para a instalação das usinas foi necessário um desvio de 300 metros no curso das águas do Rio Juruena.

A construção das PCHs mudou o rumo de Sapezal, que com 18 mil habitantes é um dos municípios responsáveis por colocar o estado entre os maiores produtores de grãos do mundo. Os empresários da região viram na força da água a saída para subsidiar a produção de soja e milho.

As Pequenas Centrais Hidrelétricas devem ter potência máxima de 30 megawatts/hora e a área alagada deve ser menor do que 3 quilômetros quadrados. Neste tipo de empreendimento, a lei estadual desobriga a realização do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Nesses casos são feitos apenas relatórios simplificados e não há a necessidade de audiências públicas. Dessa forma, a comunidade do entorno da construção não participa das discussões. No entanto, apesar da preocupação, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente garante que essa avaliação não é superficial.

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