Acre e Ucayali juntos pela preservação ambiental de suas fronteiras

Para contribuir com a gestão coordenada de recursos da flora e fauna silvestre em zonas de interesse sociocultural e ambiental na área fronteiriça do Departamento de Ucayali, no Peru, e do Acre, no Brasil, foi realizada na manhã desta quinta-feira, 10, uma reunião para o fortalecimento do Fórum de Integração Fronteiriça (Fifau). A reunião contou com representes do governo do Estado do Acre, do governo de Ucayali, além de entidades federais, privadas e sociedade civil.

A diretora da Secretaria de Meio Ambiente, Magaly Medeiros, explica que a reunião tem como principal objetivo promover ações para o monitoramento e controle da flora e fauna silvestres  na região de fronteira, além de facilitar o funcionamento do Fifau e de suas comissões temáticas através da coordenação institucional em Ucayali e no Acre.

O encontro vai servir principalmente para desenhar e implementar projetos de ações demonstrativas relacionadas ao aproveitamento sustentável de recursos de flora e fauna silvestres com a participação da sociedade.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Edgar de Deus, “avançamos muito em nossas discussões sobre esses projetos, mas temos que colocar isso estrategicamente para funcionar, e a reunião é justamente para isso”. O secretário também ressaltou a experiência do Acre em projetos ambientais, a unificação do Estado através da BR-364 e a ligação Acre-Peru pela Estrada do Pacífico, facilitando a implantação de projetos sustentáveis nas áreas de fronteira.

Assim, organizar ações e como galgar recursos são o próximo passo dessa empreitada. Para o representante do governo de Ucayali, Miguel Dávila, é muito importante essa discussão sobre ações fronteiriças. “Temos que elaborar projetos para de alguma maneira alcançar essa integração”, disse. Ele também ressaltou o plano conjunto já existente para o fortalecimento das comunidades indígenas de Ucayali, já que lutar pela conservação da biodiversidade e proteção dos povos indígenas é um dos pontos chaves da reunião.

Conquistar o apoio da sociedade civil é essencial para esse projeto desenvolvido nas fronteiras dos dois países. O peruano Teddy Tuesta enfocou bastante esse ponto ao lembrar: “Não estamos aqui somente para a articulação dos comitês, mas para encontrar maneiras de como vamos articular a implantação desses projetos dos governos com a sociedade.”

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