Governadores discutem agenda amazônica para Rio+20

26 de Março de 2012  - Jaime de Agostinho

Os governadores dos nove Estados da Amazônia Legal (Pará, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Maranhão, Tocantins e Mato Grosso) se reúnem, nesta segunda-feira (26), em Belém, para debater o desenvolvimento sustentável na região.  O encontro terá o tema  “A construção da agenda amazônica rumo à Rio + 20″ e debaterá os principais temas, compromissos e questões a serem consideradas na construção de uma agenda comum dos Estados para a Conferência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na pauta do encontro, a cooperação entre as ações ambientais e econômicas da região amazônica, com foco no fortalecimento da gestão ambiental, desenvolvimento sustentável das populações amazônicas e proteção do clima, entre outros. Os grupos majoritários de cada Estado serão representados pelos governos locais, academia, organizações não-governamentais, trabalhadores, mulheres, indígenas, produtores rurais, jovens e indústria. O evento seguirá durante a manhã e a tarde.

A ideia é  avançar na consolidação de uma proposta de política de desenvolvimento integrada, a ser apresentada pelo bloco dos governos da Amazônia Legal durante as conferências da Rio + 20, marcada para o período de 13 a 22 de junho, no Estado do Rio de Janeiro. A reunião deve concluir com um documento a ser apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.  Esta será a segunda reunião preparatória para a criação da “agenda amazônica”.

De acordo com o governador do Amazonas, Omar Aziz, o Estado vai defender a aprovação, pelo Governo Brasileiro, do projeto que cria a compensação financeira pela manutenção da floresta. A proposta prevê a criação de uma unidade de valor, a Unidade de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD).

“A curto prazo, não tem outra discussão acerca da preservação que não seja a remuneração do sequestro de carbono que as florestas do Amazonas e de toda a Amazônia fazem para o mundo. Por isso é que a remuneração da floresta em pé tem que existir. Nós temos que decidir isso agora, na Rio+ 20”, disse o governador.

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