Fórum em Manaus coloca em xeque Hidrelética de Belo Monte

24 de Março de 2012  - Jaime de Agostinho

 No auge das discussões sobre universalização da energia, as cobranças ambientais ganham espaço. De um lado, os defensores do desenvolvimento. Do outro, os ecoxiitas do meio ambiente. Entre os atuais empreendimentos para suprir a falta de energia no País está a Hidrelétrica de Belo Monte. Apelidada de “belo monstro”, a obra entrou na pauta do Fórum Mundial de Sustentabilidade nesta sexta-feira, em Manaus. Questionados, os palestrantes opinaram sobre o empreendimento.

Na última quinta-feira (23), primeiro dia do Fórum, o diretor executivo da Rio+20, Brice Lalonde, disse que “não podemos confrontar sustentabilidade e meio ambiente”. Já nesta sexta-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que, a princípio, era contra a construção da Hidrelétrica, mas admitiu que as dimensões do Brasil cobram soluções energéticas. Segundo ele, o País deve buscar outras alternativas para não precisar construir outra usina nos próximos 20 anos.

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Tolerância zero

Defensores do “Desmatamento zero”, os militantes do Greenpeace aportaram em Manaus nesta semana. Em resumo, a campanha do grupo demonstra que a tolerância pelo desrespeito ao meio ambiente também é “zero”.

Para o presidente do Greenpeace, Kumi Naidoo, Belo Monte é descartável. De acordo com ele, o Brasil é capaz de produzir energias sustentáveis. “Vocês não precisam da Belo Monte para ter energia. Não precisa de tanta destruição”, disse Naiddo, em palestra nesta sexta-feira (23).

Na opinião de Naidoo, as crises mundiais estão interrelacionadas. “Os governos devem analisar as crises econômicas, políticas, entre outras, para verificar qual a conexão entre elas, e partir daí, encontrar as soluções”, disse.

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Soluções sustentáveis

Durante o discurso, o presidente do Greenpeace também apresentou exemplos de como os amazônidas podem encontrar os caminhos da sustentabilidade. Segundo  Naidoo, uma empresa fabricante de bonecas mudou de direção após uma campanha publicitária do Greenpeace. “Com seis semanas de campanha a empresa assinou um acordo se compromentendo em não adquirir papel proveniente do desmatamento na Indonésia.

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