Documentário mostra vários lados dos conflitos de terra – “Vale dos Esquecidos”

19 de abril de 2012  - Jaime de Agostinho

Uma impressionante cena do fogo destruindo a vegetação amazônica em uma região do nordeste do Mato Grosso abre o documentário “Vale dos Esquecidos”, que estreia nesta sexta-feira. A ação devastadora das chamas ganha registro em outros momentos do filme da diretora Maria Raduan e é uma constante na realidade violenta de uma área de 1,5 milhão de hectares, conhecida como Fazenda Suiá-Missú, marcada por conflitos entre índios da aldeia Xavante Marawâtsède, posseiros, grileiros, sem-terra e fazendeiros. Leia mais »

Sobre os Xavante de Marãiwatsede

13 de julho de 2011  - Tadeu Ribas

Por Prof. Estevão Rafael Fernandes*

É uma honra para mim dizer que conheço os Xavante de Marãiwatsede. Sua história e trajetória, ao longo das últimas décadas é uma pequena mostra de seu caráter e, mais que isso, de como um Estado passa por cima de suas leis em nome do interesse econômico de alguns, e de modelos muito suspeitos de “desenvolvimento econômico”…

Em agosto de 1966, cerca de duzentos e cinqüenta índios Xavante foram deslocados por meio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) da região de Marãiwatsede para a Missão Salesiana na aldeia Xavante de São Marcos, 400 km ao sul. Cerca de duas semanas depois, quase cem deles morrem de sarampo. Em agosto de 2004, trinta e oito anos depois, duzentos e oitenta índios Xavante, remanescentes do grupo deslocado pela FAB, retornam à Marãiwatsede. O que se sabe sobre esse grupo específico, na etnologia sobre os Xavante, é relativamente pouco. Lopes da Silva aponta que por volta dos anos 1920, os Xavante fundam, na região da Serra do Roncador, a aldeia deIsorepré (“Pedra Vermelha”), de onde virão a partir em diferentes direções e em vários momentos, facções diversas que fundarão novas aldeias. Uma dessas aldeias é Marãiwatsede, na região do rio Suiá-Missu, cerca de 100 kmao norte.

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Mato Grosso publica lei permitindo troca de terra indígena devastada

28 de junho de 2011  - Tadeu Ribas

O Diário Oficial de Mato Grosso desta segunda-feira (27) traz uma lei que autoriza o governo do estado a fazer uma “permuta” com a Funai, trocando a Terra Indígena Maraiwatsede pelo Parque Estadual do Araguaia. A troca, segundo diz o texto da lei, tem “como objetivo a inserção da Nação Indígena Maraiwatsede no Parque Estadual do Araguaia e a regularização fundiária aos atuais ocupantes da área da reserva”.

Xavante de Marãiwatsédé

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Mato Grosso decreta situação de emergência após morte de 35 índios

28 de abril de 2011  - Jaime de Agostinho

O município de Campinápolis, localizado a 500 quilômetros da capital Cuiabá, é a região do País que mais concentra indígenas da etnia Xavantes. São mais de 9 mil índios vivendo no município.

Etnia Xavante

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Situação dos Índios Xavantes na Aldeia de Marãiwatsédé

30 de dezembro de 2010  - Jaime de Agostinho
Os índios Xavantes de Marãiwatsédé, no estado do Mato Grosso, receberam, em 21 de dezembro, representantes do Ministério da Pesca para discutir a viabilidade da criação de peixes de maneira autossustentável e adaptada às condições locais e à cultura do povo. A comunidade propôs um projeto de piscicultura na aldeia por não ter a opção de pesca tradicional e a Fundação Nacional do Índio (Funai) está viabilizando a proposta.

Justiça de Mato Grosso nega apelação de invasores da TI Marãiwatsédé

27 de novembro de 2010  - Jaime de Agostinho

O Tribunal Regional Federal (TRF) de Mato Grosso decidiu a favor dos índios Xavante, reconhecendo o direito deles à Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé. A posse de todos os ocupantes da TI foi considerada de má-fé, sobre bem imóvel da União. A decisão foi tomada por unanimidade, num julgamento que começou no fim de 2009 e terminou com a publicação do Mandado de Intimação no Diário Oficial de 22 de novembro de 2010, orientando a Funai e os órgãos estratégicos da União para que façam estudos adequados, a fim de evitar o acirramento de conflitos na área e causar o menor sacrifício possível para as partes envolvidas.

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