MT – Xavante de Marãiwatsédé tomam posse em Comitê Regional da Funai
18 de maio de 2012A Fundação Nacional do Índio (Funai) deu posse aos membros do Comitê Regional vinculado à Coordenação Regional da Funai em Ribeirão Cascalheira/MT. O comitê é composto por 28 membros titulares e suplentes, sendo 14 indígenas e 14 servidores da Fundação. A presidência do Comitê foi delegada ao coordenador regional substituto, Denivaldo Roberto da Rocha. Leia mais »
Documentário mostra vários lados dos conflitos de terra – “Vale dos Esquecidos”
19 de abril de 2012Uma impressionante cena do fogo destruindo a vegetação amazônica em uma região do nordeste do Mato Grosso abre o documentário “Vale dos Esquecidos”, que estreia nesta sexta-feira. A ação devastadora das chamas ganha registro em outros momentos do filme da diretora Maria Raduan e é uma constante na realidade violenta de uma área de 1,5 milhão de hectares, conhecida como Fazenda Suiá-Missú, marcada por conflitos entre índios da aldeia Xavante Marawâtsède, posseiros, grileiros, sem-terra e fazendeiros. Leia mais »
Advogado diz que Funai está tumultuando processo
17 de abril de 2012O advogado Luiz Alfredo disse que a Fundação Nacional do Índio (Funai) está tumultuando o processo da Suiá Missu e corrompendo os índios para que tumultuem o processo e não aceitarem as propostas do governo do Estado de Mato Grosso em permutar a área em litígio pelo parque estadual do Mato Grosso. Leia mais »
Documentário Vale dos Esquecidos / Suia – Missu
16 de abril de 2012Filme de Maria Raduan retrata 45 anos de conflito de terra entre índios, grileiros, sem terra e posseiros no Mato Grosso. http://valedosesquecidos.com.br/
O primeiro longa da diretora Maria Raduan, Vale dos Esquecidos, foi selecionado para a mostra competitiva brasileira do festival É Tudo Verdade 2011 e fez sua estreia durante a programação do evento. O documentário, que retrata 45 anos de conflito de terra entre índios, grileiros, sem terra e posseiros no Mato Grosso, foi gravado no local onde existiu a fazenda Suiá-Missú, considerada o maior latifúndio existente no planeta, nos anos 70. Leia mais »
MT – Cassado pelo TRF o laudo antropológico da aldeia Marãiwatsede na Suiá Missu
14 de abril de 2012Foi cassado, EM 11/04/2012, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região o laudo antropológico da perita Inês Rosa Bueno que classificou a fazenda Suiá Missú como pertencente à aldeia Marãiwatsede na região Norte Araguaia no Estado de Mato Grosso. Leia mais »
Povo Xavante da TI Marãiwatsédé faz nova denúncia ao MPF
10 de abril de 2012Através de um documento protocolado no Ministério Público Federal em Cuiabá, o povo Xavante da Terra Indígena Marãiwatsédé denuncia novas manobras dos invasores que visam prejudicar a desocupação da área.
No documento, uma carta assinada pelas lideranças Xavante e por mais de 370 membros da comunidade indígena, referendam a liderança do cacique Damião e reafirmam a convicção do povo de permanecer em sua terra, contrapondo, mais uma vez, supostos interesses de que sejam levados para o Parque Estadual do Araguaia, como sugerido pela Lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso em junho de 2011. Leia mais »
Livro Marãiwatsédé – Terra de Esperança conta detalhes sobre a história de luta do povo Xavante e dos 20 anos de espera pela devolução de seu território.
10 de abril de 2012Os contornos desiguais do debate sobre o domínio da Terra Indígena Marãiwatsédé, no nordeste de Mato Grosso, motivaram uma verdadeira força-tarefa para registro, pesquisa e edição de uma obra que já nasce como referência para as discussões sobre o povo Xavante. Com apoio da Articulação Xingu Araguaia (AXA), acaba de ser lançado Marãiwatsédé – Terra de Esperança, um livro que reúne elementos históricos, culturais, jurídicos e antropológicos para a compreensão do que está em jogo quando os Xavante afirmam que de sua terra não vão mais sair. Leia mais »
Sobre os Xavante de Marãiwatsede
13 de julho de 2011Por Prof. Estevão Rafael Fernandes*
É uma honra para mim dizer que conheço os Xavante de Marãiwatsede. Sua história e trajetória, ao longo das últimas décadas é uma pequena mostra de seu caráter e, mais que isso, de como um Estado passa por cima de suas leis em nome do interesse econômico de alguns, e de modelos muito suspeitos de “desenvolvimento econômico”…
Em agosto de 1966, cerca de duzentos e cinqüenta índios Xavante foram deslocados por meio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) da região de Marãiwatsede para a Missão Salesiana na aldeia Xavante de São Marcos, 400 km ao sul. Cerca de duas semanas depois, quase cem deles morrem de sarampo. Em agosto de 2004, trinta e oito anos depois, duzentos e oitenta índios Xavante, remanescentes do grupo deslocado pela FAB, retornam à Marãiwatsede. O que se sabe sobre esse grupo específico, na etnologia sobre os Xavante, é relativamente pouco. Lopes da Silva aponta que por volta dos anos 1920, os Xavante fundam, na região da Serra do Roncador, a aldeia deIsorepré (“Pedra Vermelha”), de onde virão a partir em diferentes direções e em vários momentos, facções diversas que fundarão novas aldeias. Uma dessas aldeias é Marãiwatsede, na região do rio Suiá-Missu, cerca de 100 kmao norte.
Povo Xavante reivindica saída imediata de não índios da Terra Indígena Marãiwatséde
6 de julho de 2011A tentativa do governo de Mato Grosso de transferir os Xavante da TI Marãiwatséde, sua terra tradicional, para o Parque Estadual do Araguaia foi fortemente rejeitada pelo cacique xavante Damião Paradzane. Ele afirma que sua comunidade espera a conclusão imediata do processo de desintrusão dos que ocuparam a terra ilegalmente.
Apesar de ter sido homologada em 1998 para usufruto exclusivo do povo Xavante, a Terra Indígena (TI) Marãiwatséde, no município de Alto Boa Vista, a 1.064 quilômetros de Cuiabá, Mato Grosso, ainda abriga mais de seis mil famílias de não-índios, entre fazendeiros e posseiros. Hoje, apenas 15% dos 165 mil hectares de Marãiwatséde são ocupados pelos Xavante, primeiros habitantes daquela área. Para o cacique Damião Paradzane, é chegada a hora de colocar fim no conflito que seu povo enfrenta há mais de quarenta anos, desde que foi retirado de sua terra em 1966.
Troca de terra indígena proposta por MT é inconstitucional, aponta Funai
29 de junho de 2011A Fundação Nacional do Índio (Funai) disse nesta quarta-feira (29) que “não há interesse nem constitucionalidade” na troca da Terra Indígena (TI) Marãiwatsede pelo Parque Estadual do Araguaia, em Mato Grosso, como vem propondo o governo daquele estado.
O Diário Oficial de Mato Grosso desta segunda-feira (27) traz uma lei que autoriza o governo do estado a fazer uma “permuta” com a Funai, trocando a TI Maraiwatsede pelo Parque Estadual do Araguaia. A troca, segundo diz o texto da lei, tem “como objetivo a inserção da Nação Indígena Marawaitsede no Parque Estadual do Araguaia e a regularização fundiária aos atuais ocupantes da área da reserva”.
Mato Grosso publica lei permitindo troca de terra indígena devastada
28 de junho de 2011O Diário Oficial de Mato Grosso desta segunda-feira (27) traz uma lei que autoriza o governo do estado a fazer uma “permuta” com a Funai, trocando a Terra Indígena Maraiwatsede pelo Parque Estadual do Araguaia. A troca, segundo diz o texto da lei, tem “como objetivo a inserção da Nação Indígena Maraiwatsede no Parque Estadual do Araguaia e a regularização fundiária aos atuais ocupantes da área da reserva”.
Situação dos Índios Xavantes na Aldeia de Marãiwatsédé
30 de dezembro de 2010Justiça de Mato Grosso nega apelação de invasores da TI Marãiwatsédé
27 de novembro de 2010O Tribunal Regional Federal (TRF) de Mato Grosso decidiu a favor dos índios Xavante, reconhecendo o direito deles à Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé. A posse de todos os ocupantes da TI foi considerada de má-fé, sobre bem imóvel da União. A decisão foi tomada por unanimidade, num julgamento que começou no fim de 2009 e terminou com a publicação do Mandado de Intimação no Diário Oficial de 22 de novembro de 2010, orientando a Funai e os órgãos estratégicos da União para que façam estudos adequados, a fim de evitar o acirramento de conflitos na área e causar o menor sacrifício possível para as partes envolvidas.



