RR – Sodiur é contra energia solar e eólica

15 de Fevereiro de 2013  - Jaime de Agostinho

Os indígenas da Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima (Sodiur) estão insatisfeitos com a proposta de geração de energia por meio do projeto Cruviana, apresentada pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR). A decisão foi tomada na assembleia ocorrida de 07 a 10 deste mês.  

O presidente da Sodiur, Lupedro Abel Mesquita, entrou em contato com a Folha para expor a insatisfação sobre o tema. Segundo ele, a proposição do CIR, de implementar o projeto Cruviana para a geração de energia solar-eólica, não atende a demanda das comunidades indígenas que integram a Sodiur.

Lupedro Abel foi categórico a afirmar que a Sodiur não aceitará que o projeto seja implantado dentro das comunidades coordenadas por eles. A Sodiur defende o estudo para a implantação de duas mini hidrelétricas sem barragem. Elas funcionariam, segundo ele, de maneira mais eficiente e atenderiam as demandas atuais dos indígenas que trabalham na agricultura, pecuária e piscicultura.   

PROJETO – O presidente da Sodiur argumentou que há dois anos a Companhia Energética de Roraima (CERR) realizou um estudo sobre a implantação das mini hidrelétricas. Em contrapartida, ele afirmou que a Fundação Nacional de Índio (Funai) alegou que não teria base legal para implantação desta modalidade de hidrelétricas dentro de áreas indígenas.

“Não tem porque a Funai rejeitar a nossa ideia. As hidrelétricas não funcionariam com barragens, portanto, sem impacto ambiental. Nós vamos defender a ideia até que alguma providência democrática seja tomada”, completou o líder indígena.    

CIR – O vice-coordenador do Conselho Indígena de Roraima, Ivaldo André, ao ser questionado sobre o alcance do projeto Cruviana dentro das comunidades indígenas que integram a Sodiur, respondeu que o projeto será para beneficiar a todos, entretanto aquela comunidade que não aceitar não será obrigada a aderir.

“Se a Sodiur não quer o projeto, ela não será obrigada. O Cruviana está sendo feito em parceria com o Instituto Sócio Ambiental (ISA) e obedecendo a todos os padrões de preservação. Até um projeto piloto já está em andamento dentro de algumas comunidades”, informou o líder indígena.    

POR: Tarsira Rodrigues, Folha de Boa Vista

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