SFB – Projeto educativo sobre manejo florestal será lançado em Macapá nesta quinta-feira, dia 31

31 de Janeiro de 2013  - Jaime de Agostinho

Criado para despertar nos jovens o interesse pela gestão das florestas, o projeto Florestabilidade chega ao Amapá na próxima quinta-feira, dia 31 de janeiro. A iniciativa da Fundação Roberto Marinho e do Fundo Vale, com apoio do Serviço Florestal Brasileiro, será lançada em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Setentrião, na capital, às 9h. As ações serão implementadas em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação (Seed–AP).

Participam do lançamento o governador, Camilo Capiberibe; a secretária de Educação, Elda Araújo; o superintendente executivo da Fundação Roberto Marinho, Nelson Savioli; o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel; educadores e representantes de instituições parceiras.

Por abrigar a maior floresta tropical do planeta, o Brasil tem a responsabilidade de preparar seus jovens para a gestão desse patrimônio natural e cultural. O Florestabilidade quer mostrar a esses jovens as vantagens e desafios do manejo florestal e o leque de opções de carreiras nessa área – da gestão à comercialização de produtos e serviços florestais, da pesquisa à educação – que são vitais para o desenvolvimento da região e do país. O projeto já está em andamento no estado do Pará e, em breve, chegará ao Amazonas e ao Acre – além do Amapá.

“O Florestabilidade nasceu da necessidade de propagar os valores econômicos, sociais e ambientais do manejo florestal. O escopo do programa aborda as três principais utilizações da floresta: como bem de produção, meio de vida e serviço ambiental”, diz Andrea Margit, gerente de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho.

No Amapá, o Florestabilidade começa suas atividades com a formação de mil professores da rede estadual, que atuam no Ensino Médio e nos últimos anos do Ensino Fundamental. Em oficinas de 16 horas, os educadores serão apresentados a recursos pedagógicos e metodologias que poderão ajudá-los a levar a temática do uso sustentável da floresta até a comunidade escolar. A formação gira em torno de conteúdos relacionados ao manejo de produtos madeireiros, não madeireiros – como açaí, babaçu, borracha, castanha, copaíba e cipó-titica – além do manejo de uso múltiplo da floresta.

Utilizando como base a metodologia pedagógica da TelessalaTM, aprimorada pela Fundação Roberto Marinho ao longo de mais de duas décadas, o Florestabilidade conta com recursos pedagógicos que incluem 15 programas de televisão (15min cada), 15 programas de rádio (2min30 cada), dois livros (com conteúdo sobre manejo florestal e sugestões de planos de aula), o jogo Florestabilidade e um website interativo (www.florestabilidade.org.br) – que vai conectar os participantes do projeto com oportunidades de estudos e de trabalho em manejo florestal. Esse material será entregue gratuitamente às escolas que participarem das Oficinas de Formação, que começam em 21 de fevereiro.

“A Secretaria de Educação tem uma preocupação muito grande nesse sentido. Nosso estado incentiva a conservação e é desde pequena que a criança deve criar consciência desse imenso patrimônio natural e cultural que a cerca. A escola é um importante espaço para ampliar essa consciência. Em paralelo, a escola tem que ter ações e estratégias para os alunos aprenderem algo concreto e o professor é um grande instigador desse saber-fazer”, disse a secretária de Estado da Educação, Elda Araújo.

Vários especialistas e instituições dedicadas ao tema do manejo florestal contribuíram com o desenvolvimento do material pedagógico, dentre eles o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Instituto Floresta Tropical (IFT), o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e o IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil).

“O Florestabilidade vem para abrir o horizonte dos jovens para uma profissão do futuro. Estima-se que em 2020 haverá uma carência de aproximadamente 10 mil postos de trabalho na área de manejo florestal na Amazônia, e os centros de excelência nessa área estão com limites de capacidade de operação. Além disso, o projeto vem atender à demanda de comunidades onde há grande vocação para o manejo florestal e pouco acesso à educação especializada”, diz Mirela Sandrini, diretora de operações do Fundo Vale.

Oficinas de Formação de Professores
Calendário previsto para o Amapá:
21 e 22/02: duas Oficinas em Laranjal do Jari
25 e 26/02: duas Oficinas em Ferreira Gomes
28/02 e 01/03: duas Oficinas em Tartarugalzinho
  04 e 05/03:   cinco Oficinas em Macapá
  07 e 08/03:   cinco Oficinas em Macapá
  11 e 12/03   : cinco Ofi cinas em Macapá
14 e 15/03: quatro Oficinas em Macapá
18 e 19/03: duas Oficinas em Oiapoque
>>> Os interessados devem contatar a Unidade de Educação Ambiental da SEED-AP pelos telefones: (96) 3131-2233 | 3131-2286.

Na TV

As ações de responsabilidade socioambiental difundidas pelo Florestabilidade são tema de programas televisivos que, além de integrarem o material didático, são exibidos, para todo o país, pelo Canal Futura. Apresentada pelo ator Sérgio Marone, a série de 15 episódios mostra experiências bem-sucedidas no manejo de recursos florestais, feito por extrativistas, indígenas e empresas na Amazônia. A estreia aconteceu em 5 de novembro. O programa vai ao ar todas as segundas-feiras às 20h50, com reprises aos sábados, às 15h50. Os programas já exibidos no Canal Futura estão disponíveis no website www.florestabilidade.org.br

Para a realização da série, a equipe de produção foi conferir o manejo da floresta em unidades de conservação, como a Floresta Nacional do Tapajós e a Reserva Extrativista Verde para Sempre (PA); a Reserva Extrativista Chico Mendes (AC); e as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Uacari (AM). Foram gravados ainda programas em localidades como a Terra Indígena Sete de Setembro (RO), a Cooperacre, a Cooperfloresta e o Projeto de Assentamento Agroextrativista Chico Mendes (AC). No Florestabilidade, extrativistas, ribeirinhos e indígenas são os instrutores do manejo florestal.

Sobre o Fundo Vale

O Fundo Vale foi criado pela Vale S.A. em 2009 para atuar em projetos de desenvolvimento sustentável. Como um fundo de cooperação, articula parcerias e participa diretamente da gestão dos projetos que apoia, visando a conservação dos recursos naturais e a melhoria das condições de vida das populações. Até o final de 2012 o Fundo Vale estima um aporte de cerca de R$ 41 milhões em 27 projetos na Amazônia, com foco no combate ao desmatamento e na geração de alternativas econômicas para a melhoria da qualidade de vida na região. Trata-se de uma ação pioneira que permite estender as boas práticas em gestão do setor empresarial para o desenvolvimento sustentável, deixando um legado para as próximas gerações. Saiba mais em www.fundovale.org

Sobre a Fundação Roberto Marinho

Com sua tradição, alcance e pioneirismo, a Fundação Roberto Marinho está presente em todas as regiões do país, da Amazônia à costa litorânea, valorizando a cultura e a identidade nacionais. Criada em 1977 pelo jornalista Roberto Marinho, a instituição já formou mais de cinco milhões de brasileiros por meio do Telecurso – metodologia que une aulas presenciais e à distância e trabalha com a construção coletiva do conhecimento. Nesses 30 anos de atuação, trabalhando em quatro áreas principais – Meio Ambiente, Educação, Patrimônio e Televisão, por meio do Canal Futura –, a Fundação tem criado modelos e metodologias que são replicados em parceria com agentes públicos e privados. O objetivo é criar matrizes que garantam a sustentabilidade dos programas e ajudem a transformar as pessoas em protagonistas de suas próprias vidas. Saiba mais em www.frm.org.br

Sobre o Serviço Florestal Brasileiro – SFB

Tem a missão de conciliar uso e conservação das florestas, valorizando-as em benefício das gerações presentes e futuras, por meio da gestão de florestas públicas, da construção de conhecimento, do desenvolvimento de capacidades e da oferta de serviços especializados. O órgão foi instituído pela Lei nº 11.284/2006, e aprovado na estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente pelo Decreto nº 6.063/2007. Saiba mais em www.florestal.gov.br

Fonte: Fundação Roberto Marinho

Serviço Florestal Brasileiro
Assessoria de Comunicação


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