Bolsa Verde – Segunda etapa do programa beneficiará famílias fora do bioma Amazônia

29 de Janeiro de 2013  - Jaime de Agostinho

O Programa Bolsa Verde foi tema de reunião nesta segunda-feira (28/01), entre representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e gestores municipais que participam do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que acontece de hoje até a próxima quarta-feira (30/01), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Criado no âmbito do Brasil sem Miséria, o Bolsa Verde é uma ação do governo federal que gera benefício de R$ 300 reais a cada três meses para famílias que vivem em situação de extrema pobreza em áreas rurais, como comunidades ribeirinhas, moradores de unidades de conservação e assentamentos ambientalmente diferenciados da reforma agrária. 

Durante o encontro, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, e a coordenadora do Programa Bolsa Verde, Andrea Oncala, apresentaram o programa aos prefeitos que procuraram a sala de atendimento do ministério no evento, esclarecendo dúvidas e orientando procedimentos para adesão ao programa. “Além de incentivar a preservação ambiental, o Bolsa Verde busca promover a melhoria da condição de vida e elevação da renda de populações que vivem em áreas de preservação ambiental”, detalhou o secretário.

BABAÇU

O prefeito de Cabeceiras do Piauí (PI), José Carvalho, era um dos interessados em conhecer melhor o Programa Bolsa Verde, de forma que a iniciativa possa ser levada para o seu município. “Temos uma grande área com cobertura vegetal, onde inúmeras famílias vivem da quebra de coco babaçu”, explicou. Segundo ele, são mulheres das mais diversas idades que vivem da extração das matérias-primas desse tipo de coco, sendo que todas praticamente vivem em situação de extrema pobreza. “São pessoas que precisam de reconhecimento, há anos vivem da atividade e precisam ser apoiadas”, acrescentou.

Como Cabeceiras do Piauí não está inserido nos municípios prioritários do Programa Bolsa Verde, mas possui todas as características para participar da ação, será feito um diagnóstico ambiental e social para verificar a possibilidade de incluí-lo no programa. “Após analisarmos detalhadamente todos os aspectos necessários para beneficiar as comunidades extrativistas que vivem no município, poderemos inseri-lo na segunda etapa do Bolsa Verde, que pretende expandir mais ainda a ação para outros biomas”, Cabral. Segundo ele, hoje a ação está beneficiado famílias em todo o país, porém, está mais concentrada no bioma Amazônia. “O nosso objetivo é levar o programa para as mais diversas regiões do país, de forma que nenhum possível beneficiário fique excluído”, finalizou o secretário.

SAIBA MAIS

O Bolsa Verde é um programa do Plano Brasil sem Miséria, voltado a famílias em situação de extrema pobreza que exercem atividades de conservação ambiental. O objetivo é incentivar a conservação dos ecossistemas, promover a cidadania e aumentar a renda das populações que vivem em unidades de conservação, assentamentos e povos ribeirinhos.

O valor do benefício do Bolsa Verde é de R$ 300, pagos a cada três meses. O dinheiro pode ser sacado com o cartão do Bolsa Família. Desde o seu lançamento, em setembro de 2011, o programa já beneficiou 32.412 famílias extrativistas, sendo 20.133 de Assentamentos da Reforma Agrária (62,1%), 10.992 famílias de Unidades de Conservação de Uso Sustentável (33,9%) e 1.287 de áreas de ribeirinhos reconhecidas pela Secretaria de Patrimônio da União (4%).

As atividades de conservação ambiental praticadas pelos beneficiários do programa são ações de uso sustentável dos recursos naturais e de manutenção da cobertura vegetal da área onde a família está inserida. São exemplos dessas atividades: o manejo florestal sustentável, madeireiro ou não madeireiro, os sistemas agroflorestais, o enriquecimento florestal com espécies nativas, a aquicultura e pesca praticada segundo diretrizes de sustentabilidade e demais atividades sustentáveis e agroecológicas que não conflitem com o previsto no instrumento de gestão da área.

Sustentabilidade é a meta – Ministra saúda prefeitas e afirma que é preciso garantir a qualidade de vida dos brasileiros

Os brasileiros elegeram, em 2012, 664 mulheres para comandar prefeituras em todas as regiões do Brasil pelos próximos quatro anos. Dirigentes municipais estão em Brasília para o II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas receberam as boas vindas da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante a abertura da Oficina sobre Autonomia Econômica das Mulheres, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na tarde desta segunda-feira (28/01).

Izabella lembrou que o Ministério do Meio Ambiente colocou à disposição dos participantes do evento todas as informações disponíveis sobre os programas que desenvolve para construir um Brasil mais sustentável. Disse que meio ambiente é tudo, ao afirmar que ter qualidade de vida e bem-estar depende da eliminação da miséria. “Um país se constrói com políticas estruturantes de longo prazo, com escolas, educação, sem lixo e com um sistema adequado de tratamento de esgotos”, salientou a ministra. “A proposta do governo federal, é fazer municípios fortes e um Brasil sustentável, sem desigualdades, sem pobreza”.

FONTE  :  ASCOM/MMA


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