Esse artigo foi publicado em 18 de fevereiro de 2012 às 09:50 na(s) categoria(s) Notícias. Você pode acompanhar os comentários desse artigo por meio do RSS 2.0 feed. Você pode deixar um comentário, ou rastrear do seu site.
Governo prevê, dois anos antes, aval do Ibama a megausina
18 de fevereiro de 2012Leilão da quarta maior hidrelétrica do país, no Estado do Pará, está marcado para dezembro do próximo ano. Lago da usina vai afetar quatro unidades de conservação; no STF, procurador contesta medida provisória.
Mesmo sem saber como conseguirá a licença ambiental, o governo já marcou para dezembro de 2013 o leilão da quarta maior usina hidrelétrica do país, a de São Luiz do Tapajós, no Pará.
Slides de apresentação do MME (Ministério de Minas e Energia), obtidos pela Folha, mostram que todas as etapas para o licenciamento foram estimadas desde 2011 -inclusive a expedição da licença prévia pelo Ibama.
Com 7.880 megawatts estimados de potência instalada, São Luiz será maior que Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, somadas.
Será também uma das obras de maior complexidade ambiental do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), pois exigirá a redução de quatro unidades de conservação numa zona prioritária para a biodiversidade.
Juntas, as quatro áreas protegidas perderiam para o lago da usina uma área equivalente a quase um terço da cidade de São Paulo.
O governo baixou em janeiro uma MP (medida provisória) definindo a desafetação (redução) dos parques.
No mesmo mês, o Ibama expediu o termo de referência, conjunto de parâmetros para elaboração do estudo de impacto ambiental da usina, que inicia o licenciamento.
A apresentação do MME mostra que houve uma discussão sobre a melhor maneira de reduzir os parques.
Segundo os slides, o Ministério do Meio Ambiente estudou uma proposta de projeto de lei, “no sentido de minimizar possíveis desgastes [de imagem] para o governo”.
Para não comprometer o cronograma da obra, porém, decidiu-se fazer a redução das áreas protegidas via MP.
O ato foi contestado no STF (Supremo Tribunal Federal) na semana passada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Segundo ele, redefinir limites de unidades de conservação por MP é inconstitucional. As áreas são de “extrema relevância” para o bioma Amazônia, disse.
Se acatada pelo STF, a ação interromperá todo o processo de licenciamento.
Ambientalistas criticam o planejamento do setor elétrico. “[O governo] determina um cronograma para viabilizar o leilão com data marcada, restando a Funai e Ibama cumprir com as tarefas para que isso aconteça”, disse à Folha Brent Millikan, coordenador da ONG International Rivers Network no Brasil. O MME não se manifestou.
FONTE: Folha de São Paulo
Palavras-chave: Amazônia, desenvolvimento sustentável, hidrelétricas
Ler Comentários (2)



fevereiro 19th, 2012 as 13:54
Todos q somos previlegiados de cultura, sim, p q para o Gov. ñ há interesse em tornar a cultura = educação algo COMUM no nosso País, entãOOOOOO, como já sabemos assim, tdo fk + fácil de se resolver né ñ????? Ahhhhhhhh……. masssssssssss, como a vida é sábia e o Universo é providencial, temos grupos como vcs para ajudar a preservar tuuuuuudoooooo oq há d bom para a humanidade!!!!! Parabénssssssss e, graças a Deus vcs existem!!! bj gde tô c vcs!!!! Vão em frente pq vale sempre mto à pena!!!!!!
fevereiro 20th, 2012 as 18:52
Boa noite
agradecemos sua participação.
Por favor divulgue o http://www.ecoamazonia.org.br entre seus amigos
Fundação Ecoamazônia