‘Estancamos a hemorragia’, afirma chefe do Ibama sobre desmatamento

22 de junho de 2011  - Adriana Buci

G1 – Curt Trennepohl diz que gabinete de crise para Amazônia deu resultado. Região perdeu 267,9 km² de floresta em maio, de acordo com o Inpe.

O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, disse nesta quarta-feira (22) que, apesar de o desmatamento em Mato Grosso ainda ser maior que em 2010, o gabinete de crise criado pelo governo contra a devastação na região amazônica está fazendo efeito. “Conseguimos estancar a hemorragia, mas ainda não podemos dizer que estamos em saúde perfeita”, observou.

O sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica queMato Grosso teve 93,7 km² de florestas devastadas em maio, índice 77% menor que o registrado em abril, quando o estado teve 405,5 km² de devastação, mas, ainda assim, superior em 80% a maio do ano passado, quando perdeu 51,8 km² de mata.

Foi o estado que registrou maior destruição de florestas na Amazônia Legal no mês passado. Mato Grosso é motivo de preocupação por causa da alta no desmatamento registrada ali desde março.

“O índice é superior a 2010, mas há uma curva descendente acentuada em relação a março e abril. O esforço do poder público está dando resultado”, avalia Trennepohl.

O Ministério do Meio Ambiente havia anunciado para esta quarta-feira (22) a divulgação completa dos dados do desmatamento em maio, mas a apresentação foi cancelada. Um dos relatórios a respeito, no entanto, ficou disponível na página do instituto espacial, que, confirmou os dados.

Trennepohl disse que a decisão de postergar a divulgação oficial dos dados se deve a que o Ibama está fazendo uma análise qualitativa dos focos de desmatamento detectados, para determinar quais são irregulares e quais têm autorização estadual.

Essa análise é importante, já que nem toda a floresta é derrubada ilegalmente. Em Rondônia, por exemplo, – outro estado com índice relativamente alto de devastação em maio (67,9 km²) – está acontecendo a retirada de vegetação para a instalação das das usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio. “ Já está havendo a supressão lá e estamos monitorando”, diz Trennepohl.


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