Oficina de capacitação promove o fortalecimento da produção de açaí no território do Marajó

4 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Mais uma oficina em Manejo de Açaizais de Várzea aconteceu nos dias 23 e 24 de novembro de 2016, no município de Afuá (PA), localizado no arquipélago do Marajó, estado do Pará. A oficina faz parte de uma série de treinamentos organizados pelo Projeto Bem Diverso, que é executado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF). A iniciativa visa a conservação da biodiversidade com a utilização sustentável das florestas pelas populações tradicionais. A oficina que foi ministrada pelo pesquisador Silas Mochiutti da Embrapa Amapá, também contou com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA) e da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, da Prelazia do Marajó. 

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Como explicar a explosão no desmatamento da Amazônia neste ano

3 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Ninguém estava muito otimista a respeito do desmatamento da Amazônia. Todos os indícios mostravam que, em 2016, aumentaria a taxa de devastação na floresta. Mas os números oficiais publicados na última terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que o aumento foi muito maior que o previsto. Em 2016, a Amazônia perdeu quase 8.000 quilômetros quadrados de florestas. É a pior taxa anual desde 2008 e representa uma mudança da dinâmica do desmatamento, que viu uma grande queda entre 2004 e 2009 e uma fase de estagnação entre 2010 e 2014. Agora, as motosserras voltaram com força. 

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Inpa apresenta no Proamazônia soluções tecnológicas sustentáveis resistentes e de baixo impacto

3 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Focado em gerar conhecimento e tecnologias voltados para soluções de problemas ambientais da região, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) apresentou no I Workshop Proamazônia produtos resistentes e de baixo impacto que podem ser utilizados na construção, nos recursos hídricos e na alimentação. Entre as tecnologias estão a Casa Ecológica, produzida a partir do bambu – considerado um aço verde, tijolo vegetal, biocompósito de madeira, purificador de água e implantação de um pólo especializado de desenvolvimento tecnológico do pescado, que poderá fazer picadinho de peixe enlatado.

Promovido pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), o workshop aconteceu na última quinta-feira (01), no Centro de Convenções Vasco Vasques. O evento reuniu academia, governo e indústria, no modelo de tríplice hélice, em busca de novas matrizes econômicas para o Amazonas, Estado que tem a economia concentrada no Polo Industrial de Manaus.

Além de ser âncora nos temas construção e água potável (recursos hídricos), o Inpa também participou como apoiador nas discussões sobre alimentação, saúde e transporte. Cerca de 40 pesquisadores e técnicos do Instituto participaram do evento. “O Inpa participou do workshop desde a sua concepção, e no evento executou o seu protagonismo de forma concreta, tanto pela sua expressiva participação quanto pelas discussões nos temas”, disse o diretor do Inpa Luiz Renato de França. 

Na oportunidade, o diretor do Inpa e o coordenador de Extensão, Carlos Bueno, foram condecorados com a Medalha Exército Brasileiro. Criada este ano, a medalha é destinada a distinguir cidadãos e instituições civis, brasileiros ou estrangeiros, integrantes da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira e das Forças Auxiliares, bem como suas organizações Militares que tenham praticado ação destacada ou serviço relevante em prol do interesse e do bom nome do Exército Brasileiro.

 

FotoSite Proamazonia Acervo CMA

 

“Fico muito feliz em receber a medalha, por vários aspectos: primeiro, porque estou recebendo pelo trabalho que vem sendo feito pelo Inpa em associação com o Exército, então essa é uma medalha do Inpa; segundo, do ponto de vista pessoal, porque vim para ser diretor do Inpa sem conhecer a região, e receber uma medalha dessa magnitude pelos trabalhos desenvolvidos na Amazônia tem relevância muito grande para mim e mostra que estamos tentando fazer um trabalho da maior seriedade possível”, revelou França.

O evento objetiva sondar as condições em que problemas de energia, comunicação, água potável, construções, alimentos, saúde, logística e transporte afetam a população. “Não podemos propor uma matriz econômica sem que as condições básicas de vida da população possam ser atendidas”, destacou o assessor especial do Exército para assuntos de CT&I, o general Sinclayer Mayer, que agradeceu ao Inpa pela fundamental participação da instituição no evento.

Bambu e casa ecológica

O pesquisador do Inpa Ruy Sá Ribeiro conta que em 1999 descobriu a importância do bambu e sua utilização na construção civil como fibras, partículas e lâminas. Ele explica que estes materiais promovem maior resistência e rigidez ao material compósito desenvolvido, injetando materiais verdes de alta performance. “As fibras naturais têm como características básicas a baixa densidade, o baixo custo, o baixo consumo de energia, além de neutralizar o gás carbônico”, diz.

Dois grupos de pesquisas do Inpa estão envolvidos com os trabalhos de construção verde. Além de Ruy Sá Ribeiro, integram os estudos os pesquisadores Marilene Gomes Sá Ribeiro (arquiteta), Ires Paula Miranda, Jadir Rocha e Fernando Almeida.

De acordo com Ruy Sá, o bambu é uma planta que pode ser utilizada em diversas áreas. Além da construção civil, pode ser empregado como meio de transporte (fabricação de bicicleta), alimentação (palmito), saúde (instrumento de massagem) e em objetos de decoração. “É um recurso renovável, de rápido crescimento e de alto rendimento”, diz. “A maturação do bambu é de quatro anos para utilização na construção civil, na região. No primeiro ano, pode ser usado para fazer palmito. O crescimento da planta varia de 15cm a 18cm por dia. Não é exigente e se adapta a qualquer solo”, acrescenta.

As pesquisas começaram em 2004 com a aprovação do projeto de construção sustentável – uma vila ecológica dotada de oito casas com 42 m2 cada, utilizando o bambu. Na primeira fase, os pesquisadores construíram, em 2006, no Bosque da Ciência, uma casa protótipo, a Casa Ecológica (CasaEco), para avaliar as condições técnicas e estruturais do projeto antes de construir a vila. Já a vila foi construída em 2007 na Reserva Florestal Adolpho Ducke (no Km 26 da AM-010) para oferecer à comunidade científica alojamentos adequados para fazerem as pesquisas.

Para garantir as construções e ter matéria-prima suficiente, foram plantadas 200 mudas do bambu Guadua angustifolia. “O bambu guadua angustifolia é nativo da Amazônia, mas as mudas vieram da Amazônia colombiana por ser uma espécie de melhor qualidade. No Equador e na Colômbia é utilizado na construção”, explica Marilene Ribeiro. Os pesquisadores trabalham com três espécies de bambus: Guadua angustifolia, Dendrocalamus asper e a Bambusa vulgaris.

 

FotoSiteRuySaRibeiroProamazonia

 

A palestra do pesquisador Ruy Sá foi prestigiada pelo general Miotto, que ficou entusiasmado com o potencial do bambu. “Às vezes, as soluções estão tão perto de nós, e só nos preocupamos com soluções de alta tecnologia”, disse o general. “Temos muito que aprender com o Inpa”, destacou.

Durante a palestra, o pesquisador mostrou outras tecnologias sustentáveis verdes na área de construção, como as chapas de galhos de buriti, as chapas de folhas secas e o tijolo vegetal – desenvolvidos pelo pesquisador Jadir Rocha-, e o biocompósito cimento-madeira, elaborado pelo pesquisador Fernando Almeida.

 

FotoSiteFernando

 

Alimentação

Na área de alimentação, o pesquisador Nilson Carvalho, que trabalha há 32 anos com tecnologia do pescado, apresentou produtos desenvolvidos pelo Inpa com frutas e pescado. Para que os produtos cheguem ao consumidor, Carvalho propôs a “Implantação de um polo especializado de desenvolvimento tecnológico do agronegócio do pescado no Estado do Amazonas” na nova matriz econômica sustentável.

Carvalho explica que o projeto consiste na construção de frigorífico em módulos para o beneficiamento do pescado (tambaqui e pirarucu) para atender aos piscicultores da região. No projeto, o frigorífico terá a capacidade de 5 toneladas por dia e seriam processados produtos que poderiam ser comercializados e inseridos na merenda escolar. “Há outras propostas para utilização dos módulos, como enlatar o picadinho de peixe, que é viável tecnicamente”, diz o pesquisador. 

 

FotSiteNilsonCarvalhoProamazonia

 

Segundo Carvalho, o tempo de vida do picadinho de peixe é de dois anos e pode ser transportado por longos períodos sem o problema de refrigeração. “Poderia ser levado para a merenda escolar nos municípios mais distantes. O Exército poderia levar para as fronteiras o peixe já enlatado com a facilidade de só abrir e comer”, ressalta.

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Luciete Pedrosa

 

 

Tribunal ordena consulta prévia a indígenas para construção da Usina Teles Pires

2 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Por unanimidade, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) ordenou a consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas Kayabi, Munduruku e Apiaká, que serão atingidos pela obra da Usina Hidrelétrica de Teles Pires, no rio de mesmo nome, localizada na divisa dos estados do Pará e Mato Grosso. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF). 

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Desmatamento na Amazônia Brasileira em 2016: prenúncio de um retrocesso?

2 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

No dia 29 de novembro o Governo divulgou os dados preliminares do desmatamento de 2016. A taxa foi de 7.989 km2, o que representa um aumento de 29% em relação ao ano passado.O Brasil tem muito o que perder com isto, não só do ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista político e econômico. Tal aumento não pode se tornar corriqueiro, nem ameaçar os grandes avanços ambientais do país nos últimos anos. É necessário que a sociedade como um todo aja para questionar este aumento e demandar, direta e indiretamente o cumprimento da legislação ambiental, bem como uma produção mais sustentável.  

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Perú: Urgen aplicar políticas de reforestación para recuperar bosques

2 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

En las últimas semanas los incendios forestales han provocado mayor deforestación que la minería ilegal en los últimos 5 años. La cantidad de hectáreas de bosques perdidas se cuentan por decenas de miles. Mientras en el extranjero se innova en métodos veloces de plantación de bosques, en el Perú hace falta voluntad política en este ámbito. ¿Aplicará el Gobierno una medida agresiva de reforestación?

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Conselheiros indígenas do CNPI protestam contra alteração no sistema de demarcações de terras no governo Temer

2 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Os conselheiros indígenas do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) suspenderam na sexta-feira (25) a 3ª Reunião Ordinária, que acontecia no Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília, em protesto contra as propostas apresentadas pelo governo do presidente Michel Temer sobre a alteração no processo de demarcação de terras indígenas e sobre a reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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Brasil defende integração na biodiversidade

1 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

O mundo definirá os próximos passos para a conservação dos ecossistemas e animais que habitam o planeta. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, representará o Brasil nesta sexta-feira (2/12) na abertura do segmento de Alto Nível da 13ª Conferência das Partes (COP 13) sobre diversidade biológica, na cidade mexicana de Cancun. O país defenderá, entre outros pontos, a integração das medidas de proteção da biodiversidade com o setor produtivo. 

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Lideranças indígenas recebidas no Ministério do Meio Ambiente

1 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Cerca de 20 lideranças indígenas da etnia Munduruku, do Tapajós no estado do Pará, foram recebidas nesta quinta-feira (1º/12) no auditório do Ministério do Meio Ambiente. Elas protocolaram documento com um conjunto de reivindicações e denúncias, principalmente no que diz respeito a licenciamento, aos garimpos ilegais ao longo rio, à gestão de unidades de conservação e à construção de hidrelétricas em suas terras e no entorno.

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Governo Temer retarda demarcação de 13 áreas indígenas

1 de dezembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Em uma decisão incomum, a Casa Civil da Presidência da República mandou devolver à Funai (Fundação Nacional do Índio) 13 processos de demarcação de terras indígenas que aguardavam homologação presidencial. 

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Suiá Missú – Governo de MT quer pedágio em terra indígena

30 de novembro de 2016  - Jaime de Agostinho

As discussões sobre a pavimentação de uma estrada federal que passa no meio de uma terra indígena de Mato Grosso deixaram de ser pautadas apenas pelos impactos que essa obra pode trazer ao modo de vida e aos hábitos dos índios xavantes que habitam a região. A mesa de discussão agora inclui dinheiro vivo. 

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Demarcação Já: indígenas Munduruku protestam pela garantia e proteção de seu território

30 de novembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Na manhã desta terça-feira, dia 29, lideranças do povo Munduruku realizaram um protesto em frente ao Palácio da Justiça, em Brasília, pedindo a demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu, no rio Tapajós, no Pará. A ação contou com a participação de mais de 80 indígenas e com o apoio do Greenpeace Brasil e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). 

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Desmatamento na Amazônia dispara neste ano e chega a quase 8 mil km²

30 de novembro de 2016  - Jaime de Agostinho

O desmatamento na Amazônia disparou no último ano, chegando a 7.989 km², o equivalente a mais de cinco vezes a área do município de São Paulo. É o mais alto valor desde 2008, ano em que o combate ao problema se tornou mais efetivo e as taxas anuais de perda da floresta começaram, gradualmente, a cair. E é a primeira vez desde 2010 que a destruição do bioma supera a marca dos 7 mil km². 

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MPF/MT e prefeitura de Barra do Garças assinam TAC para melhoria da educação em Terra Indígena Xavante

30 de novembro de 2016  - Jaime de Agostinho

O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT) e a prefeitura de Barra do Garças assinaram, na última sexta-feira, 25 de novembro, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de melhorar a situação da educação pública na Terra Indígena (TI) São Marcos, da etnia Xavante. 

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Suiá Missú – Estrada em terra indígena é única rota para escoar safra no nordeste de MT

29 de novembro de 2016  - Jaime de Agostinho

Ignorada pelo governo federal em seus pacotes de concessão rodoviária, a BR-158 é hoje a única rota de escoamento de grãos da região nordeste de Mato Grosso, área de maior crescimento do agronegócio no Estado. Apesar da relevância logística, a estrada aberta há mais de 30 anos ainda está em leito natural, repleta de atoleiros e pontes de ferro apodrecidas. Regularmente, registram-se casos de quedas de caminhões de carga e mortes de motoristas. 

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